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Artigos sobre Franchising

Mais com menos

Em muitos casos, o Franchising é o canal de marketing mais efetivo que uma empresa pode utilizar. Além disso, o sistema vem, nos últimos tempos, servindo de modelo (benchmark) para outros canais. Aliás, antes de entrar nesse assunto, vale a pena liquidar dois mitos: (i) o Franchising só se presta à expansão de pequenas e médias empresas e (ii) se uma empresa tem muito dinheiro em caixa, não há motivos para adotar esse sistema.

Não é verdade: há empresas grandes e cheias de grana adotando o Franchising com sucesso. Me refiro, inclusive, às que têm parceiros que, embora tratados como animais de outra espécie, são franqueados “de fato e de direito”. Por exemplo, os operadores de postos de gasolina, os donos de revendas de veículos e os engarrafadores e distribuidores de bebidas, cujas unidades constituem franquias, tanto quanto um restaurante McDonald’s, uma escola Yázigi / Internexus, uma loja Richards ou uma oficina Midas. Basta ler o artigo 2º da Lei do Franchising (Lei 8.955) para ver que é assim.

Na essência, o Franchising é um arranjo em decorrência do qual uma das partes revende os produtos/serviços da outra. Seria essa a única forma pela qual alguém poderia se servir de terceiros para colocar seus produtos ou serviços no mercado? É claro que não. E, portanto, fica claro que, para muitas organizações, o Sistema constitui apenas um dos Canais de Marketing que pode ser utilizados, certo? E é evidente que, dependendo do produto ou serviço, faz sentido a empresa utilizar diversos canais simultaneamente.

Ora, se uma rede de franquias é apenas um dos Canais de Marketing de que uma organização pode dispor e se o Franchising é, de forma geral, o sistema mais “bem resolvido” de todos, faz sentido usar certas técnicas, ferramentas e instrumentos característicos desse sistema para melhorar o desempenho de um ou mais dos outros canais (redes de distribuidores, agentes, representantes, serviços autorizados e outros).

De fato, muitas empresas vêm descobrindo que podem empregar esses mecanismos para estabelecer ou fortalecer outras formas de alianças e parcerias, pelo simples motivo de que os mesmos permitem implementar padrões, gerir recursos, monitorar o desempenho de unidades isoladas e de uma rede como um todo e motivar pessoas de uma forma mais efetiva do que a propiciada por outros. E, em muitos casos, geram oportunidades para reduzir custos e criar novas fontes de receita. Resumindo, permitem “fazer mais com menos”.

Que empresário pode deixar de considerar útil algo assim?

MARCELO CHERTO ([email protected]) é especialista em franquias e outros canais de marketing.

Marcelo Cherto