Minha equipe e eu estamos envolvidos no planejamento e implantação daquela que, acredito, será a primeira operação de franchising como deve ser de uma entidade filantrópica em todo o mundo. Estamos trabalhando com o pessoal da Fundação Iochpe para disseminar, primeiro por todo o Brasil e depois em outros países, as escolas profissionalizantes Formare.
Não vou entrar em detalhes sobre o projeto. Vou é falar dos benefícios que podem ser extraídos da prática da chamada Filantropia Estratégica: os investimentos que empresas de visão vêm fazendo em atividades sociais como forma de motivar seus funcionários atuais, adquirir a admiração da comunidade e atrair uma nova geração de funcionários mais ligados ao tema.
No Brasil, em muitos casos, essas empresas também esperam, assim, reduzir custos provocados ou agravados pela desigualdade socio-econômica e pela degradação do tecido social, tais como despesas com segurança.
No Brasil, os investimentos que as empresas fazem no Terceiro Setor têm crescido ano a ano. Mas é preciso mais. Ainda há poucos pequenos e médios empresários (inclusive franqueadores e franqueados) com o hábito de investir em ações sociais de uma forma estruturada. Talvez por confundirem Filantropia com caridade pura, algo que não faz parte da Missão da maioria das empresas. Filantropia Estratégica é investimento, não é esmola. Se for praticada corretamente, dá resultados.
Pesquisas recentes indicam que os jovens brasileiros preferem trabalhar numa empresa socialmente responsável, mesmo ganhando menos, a trabalhar numa empresa que pague salários mais altos mas se limite a produzir ou comercializar alguma coisa. Estou seguro de que isso também vale para os clientes. Ou seja: para realmente “vestir a camisa” de uma empresa, essa moçada precisa se sentir orgulhosa de seu envolvimento com a organização e com sua marca. E o investimento em ações sociais ajuda a consolidar esse orgulho.
MARCELO CHERTO ([email protected]) é especialista em franquias e outros canais de marketing
Marcelo Cherto