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16.ª Feira do Empreendedor: Criar um contexto favorável ao investimento

Portugal está presentemente muito focado no processo de consolidação orçamental, sem o qual não é possível reconquistar a confiança internacional e criar uma base sustentável de crescimento. Mas há que pensar no pós-troika e avançar rapidamente com medidas que favoreçam o investimento, centrando, deste modo, o processo de recuperação económica na iniciativa privada. Que não haja dúvidas: a superação da crise depende muito do tecido empresarial, onde em grande medida repousa o potencial de criação de riqueza, emprego e bem-estar deste país. Neste sentido, é fundamental o desenvolvimento de um ambiente favorável à atividade das empresas e à aceleração de projetos de empreendedorismo.
À sua escala, a ANJE tem procurado criar um contexto favorável à iniciativa privada e em particular ao empreendedorismo jovem. É neste quadro motivacional que se insere a Feira do Empreendedor, evento que oferece um vasto conjunto de produtos, serviços e soluções destinados à atividade empresarial. Por outro lado, o certame organizado pela ANJE assume-se como um espaço de formação, reflexão e debate em torno de temas de interesse para os jovens empreendedores portugueses.
Acresce que, ao longo do evento, é promovido o contacto entre os vários agentes do processo empreendedor, daqui resultando redes de networking entre empresários, investidores institucionais, bancos, sociedades de capital de risco, business angels, instituições de apoio empresarial, universidades, plataformas de crowdfunding, entre outros. Nesta 16.ª Feira do Empreendedor estão previstas sessões de aceleração de negócios, em que projetos de empreendedorismo são apresentados a investidores e financiadores. Os empreendedores presentes no certame têm, portanto, a oportunidade de exporem o potencial dos seus projetos, de modo a encontrarem parceiros que alavanquem os respetivos negócios.
Estamos conscientes de que a criação de um ambiente favorável ao investimento privado passa, desde logo, por atenuar a crise de crédito que estamos a viver. Hoje, um dos principais obstáculos ao empreendedorismo é o financiamento de projetos em early stage, dada a conjuntura de crédito bancário escasso e caro que estamos a viver. Por conseguinte, uma associação com o objeto social da ANJE deve procurar facilitar o acesso dos jovens empreendedores a fontes de financiamento alternativas ao crédito bancário, em particular numa altura em que é imperioso relançar o investimento em Portugal.
Este objetivo tem também um impacto eminentemente social. Ao promover o empreendedorismo jovem, está-se a desenvolver alternativas de carreira para quem não consegue entrar no mercado de trabalho. Ora isto é particularmente importante numa altura em que se assiste ao aumento quer do desemprego quer da emigração jovem, o que representa para o país uma perda de recursos humanos em idade ativa, muitos deles com qualificações elevadas. Lembro, a propósito, que, sendo a nossa economia deficitária ao nível de profissionais qualificados, a inatividade ou saída desses jovens pode comprometer a modernização económica do país. O empreendedorismo afigura-se, portanto, como uma via expedita para integrar os jovens na vida ativa, preocupação bem presente nesta 16.ª Feira do Empreendedor.

João Rafael Koehler | Presidente da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários