Entrevista com o Dr. Álvaro Castro
13-07-2001
BREVE APRESENTAÇÃO E PERCURSO DO FRANCHISADOR.
Para conhecermos o nascimento e evolução da marca Soraya, temos de recuar mais de 50 anos, aos tempos em que o Sr. Manuel Alves Salgueiro, iniciava a sua actividade de comércio de fios e têxteis.
Em 1974 é constituída a firma Manuel Alves Salgueiro & C.ª, Lda, iniciando-se uma nova fase da empresa com a abertura de lojas de venda ao público, com o nome Supermercado das Alcatifas, cujo sucesso foi estrondoso.
Em 1977,o actual Director-Geral da empresa, Eng.º Manuel da Silva Salgueiro, começa o seu percurso nos negócios da empresa do pai, introduzindo novos métodos de gestão, que culminam com a consolidação financeira definitiva do Grupo.
A empresa alterou em 1985, a marca utilizada no negócio das tapeçarias orientais, passando a utilizar a designação "SORAYA". No mesmo ano, é inaugurada a primeira loja com esse nome na cidade do Porto. Esta loja comercializava principalmente tapeçarias orientais feitas à mão provenientes do Irão, Afeganistão, Turquia, Índia, China, Tibete, Nepal e Rússia.
Dado o crescimento da procura, a Manuel Alves Salgueiro & C.ª, Lda, actualmente, M.A.Salgueiro, S.A. continuou a procurar alternativas que permitissem o alargamento da sua gama de produtos, lançando várias linhas de tapetes, sempre pautados por conceitos como Inovação, Qualidade, Design e acompanhadas por um "Certificado de Origem".
Em 1988, abre mais uma loja própria no centro da cidade de Lisboa, através da qual vem a confirmar todas as potencialidades inerentes a este canal de distribuição. Após esta data, a expansão da sua rede de lojas SORAYA passa a processar-se a um ritmo mais acelerado, abrindo em média uma nova unidade por ano.
Actualmente possui 16 lojas próprias e um corner Soraya, em regime de franchising, numa loja de mobiliário inaugurada este ano, na cidade de Espinho. A tendência será para a abertura de mais lojas a curto prazo, em sistema de franchising, ou de lojas próprias.
Para conhecer-nos melhor, visite o nosso site em www.soraya.pt.
O QUE O LEVOU A PROCURAR O FRANCHISING COMO MODELO DE NEGÓCIO?
A principal decisão para avançar com a expansão da marca em regime de franchising, foi fundamentalmente por razões de ordem estratégica: Expansão da rede de distribuição com o objectivo de uma melhor cobertura nacional e aumentar a quota de mercado. A dificuldade para uma empresa que quer expandir o seu negócio, de adquirir, formar e deslocar recursos humanos próprios por todo o país de uma forma célere, cria uma barreira que o franchising permite ultrapassar. Assim, pretende-se aproveitar a experiência adquirida e o Know-How obtido com 25 anos de experiência de lojas próprias, aplicando-os na relação com os futuros franchisados. Ao mesmo tempo, cria-se uma sinergia entre uma empresa experiente, consolidada e líder de mercado, e outra empresa (franchisada) com motivação e segurança para iniciar o seu negócio, proporcionando-lhe um conceito de negócio com fortes probabilidades de sucesso.
CONSIDERA O FRANCHISING UMA ALTERNATIVA AO COMÉRCIO TRADICIONAL?
O franchising poderá ser considerado uma alternativa ao comércio tradicional, se tivermos em conta que o franchising pressupõe a existência de um conceito já previamente testado e bem sucedido no mercado, e que existe uma empresa (franchisadora) à qual está associado e que a ajudará nos bons e nos maus momentos. O comércio tradicional normalmente é visto como um negócio familiar em que a sobrevivência no mercado depende somente do próprio.
QUE CONSELHOS DÁ A QUEM PROCURA ENTRAR NO MUNDO DOS NEGÓCIOS, COMO MASTER FRANCHISADOR E COMO FRANCHISADO.
Em primeiro lugar, o franchising nunca deve ser visto como um remédio milagroso para a obtenção do sucesso, quer do ponto de vista dos franchisadores, quer dos franchisados.
No entanto, quando se pretende utilizar o franchising como negócio há riscos que podem ser atenuados:
Franchisadores:
Deve possuir um conceito de negócio que se distinga da concorrência, quer através do produto, quer através da notoriedade da marca.
Deve ser possuidor de estudos de mercado (produto, concorrência, população, etc.) para as localizações a implantar.
Deve possuir manuais de formação adequados e um manual de imagem para não permitir que o franchisado se desvie do conceito existente e de forma a que consiga transmitir correctamente o Know-How existente.
Deve possuir um plano de viabilidade económica para prevenir um eventual insucesso do franchisado. Se o plano não tiver viabilidade económica para o franchisado, o negócio está condenado inicialmente ao fracasso e por isso nem deve ser iniciado.
Deve ter uma estratégia bem definida e saber se consegue suportar as exigências do crescimento da rede em termos de produto e qualidade de serviço.